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O que eu aprendi em uma das maiores feiras de carreira na Austrália (e o que a maioria ignora)

Ontem eu e a Mel (nossa baby que está no forninho) participamos da The Big Meet em Adelaide, uma feira que reúne empresas do setor público e privado.

 

Mas, mais do que ir para fazer networking ou distribuir cartões, eu fui com um objetivo diferente.

 

Fui analisar o mercado e trazer o que está rolando para meus clientes nas consultorias, conversar diretamente com recrutadores e identificar padrões que a maioria dos candidatos não percebe.

 

E alguns pontos ficaram muito claros.

 

Um dos insights mais importantes veio de uma conversa simples.

 

Uma recrutadora explicou que o principal canal de contratação da empresa dela não é o mercado externo, é o graduate program. Eles contratam, desenvolvem essas pessoas internamente e, quando surgem oportunidades, priorizam quem já está dentro. Raramente eles abrem vagas de níveis mais alto externamente.

 

Outro ponto foi sobre elegibilidade.

Empresas ligadas às áreas de defesa e segurança foram muito diretas: exigem cidadania australiana. Sem exceção.

E isso não tem relação com a sua experiência ou qualificação.

É uma questão de compliance.

Entender isso evita que você invista energia nos lugares errados.

 

Sobre sponsorship, também houve um padrão claro.

Mesmo quando não declarado abertamente, existe uma certa resistência, principalmente em grandes empresas. Não por falta de interesse, mas por custo, risco e complexidade do processo.

 

Isso reforça algo importante: se toda a sua estratégia depende de sponsorship, você pode estar limitando muito suas chances.

 

Agora, aqui está um dos pontos mais relevantes do dia, e que quebra um grande mito.

 

Conversei com recrutadores de organizações como a Local Government Association of South Australia (LGA - organização que posta todas as vagas dos Councils de SA) e o SA Health, e eles confirmaram:

Você não precisa necessariamente ter PR para trabalhar em diversas áreas do governo.

Desde que você tenha direito de trabalho na Austrália, existem oportunidades pra você.

 

E o que acontece?

Muitas pessoas deixam de aplicar porque assumem que não são elegíveis.

Resultado: menos concorrência para quem entende como o sistema funciona.

 

Em relação à demanda, as áreas mais fortes que observei foram:

Engenharia

TI (infraestrutura, networking, sistemas)

Funções de suporte (finanças, contabilidade, projetos, RH)

 

Mas essa demanda não é genérica.

Ela é cada vez mais específica, orientada a competências e à capacidade de gerar resultado rapidamente.

 

Outro aprendizado importante:

O evento não gera oportunidade.

O follow-up gera.

Os candidatos que se destacam não são os que passaram em mais estandes, são os que continuam a conversa depois, com contexto e intenção.

 

E por fim, algo que ficou muito visível: A maioria segue a multidão.

Empresas grandes e “famosas” estavam sempre cheias.

Enquanto outras, menos conhecidas, estavam muito mais acessíveis, mesmo oferecendo boas oportunidades.

Às vezes, as melhores oportunidades não estão para onde todo mundo está olhando.

 

O mercado australiano não é necessariamente mais fácil ou mais difícil.

Mas ele é mais estruturado. E menos óbvio, principalmente para você que é imigrante.

E no fim do dia, quem entende isso, toma decisões melhores.

 

Se você perdeu a feira, vou deixar o calendário de diversas feiras de carreira que vão acontecer em toda a Austrália nos próximos meses: clique aqui!

See you soon!

 

Débora Compri

Consultoria de carreira e recrutamento para o mercado australiano


 
 
 

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